Degradação da mancha de petróleo é acelerada por novo micróbio
Pesquisadores americanos descobriram que a rápida degradação da mancha de petróleo no Golfo do México pode estar sendo causada por uma nova bactéria
Mancha petróleo - Golfo do México
Uma mancha de petróleo é vista próxima à região do vazamento no Golfo do México em julho de 2010, na costa do estado americano de Louisiana. (Getty Images)
O petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo
Por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México, uma mancha de óleo foi formada no fundo do oceano entre 1000 e 1200 metros de profundidade e com uma extensão de 16 quilômetros a partir do local onde ocorreu o vazamento. Um estudo realizado pelo laboratório da Universidade de Berkley, EUA, descobriu que a atividade de micróbios, encabeçada por uma espécie nunca antes observada, realiza a degradação do petróleo muito mais rápido do que se esperava e sem reduzir o nível de oxigênio na água de maneira significativa. O estudo será publicado no periódico Science na quinta-feira (26).
O ecologista Terry Hazen, chefe da pesquisa, recolheu dados entre os dias 25 de maio e 2 de junho de 2010 e disse que os "resultados mostraram que o petróleo alterou a comunidade de micróbios significativamente estimulando a formação de bactérias responsáveis pela degradação do óleo". O crescimento da população dessas bactérias na alta profundidade do Golfo do México e a rápida taxa de degradação do petróleo — de 1 a 6 dias — pode ser um dos mecanismos principais por trás da diminuição da quantidade de óleo disperso.
De acordo com os pesquisadores, o petróleo vazado no Golfo do México representou uma introdução significativa de carbono ao ecossistema da região do vazamento. Hazen e sua equipe determinaram que o micróbio dominante na mancha de óleo é uma nova espécie, muito próxima dos membros da família dos Oceanospirillales, particularmente Pleispirea antarctica e Oceaniserpentilla haliotis. Contudo, Hazen acredita que outros fatores podem ter contribuído para a aceleração da degradação do petróleo.
Os pesquisadores americanos atribuem a degradação acelerada do petróleo em parte por causa da natureza do óleo na região do golfo, que contém grandes quantidades de um componente volátil que é mais fácil de ser degradado. O uso de dispersantes químicos também pode ter acelerado o processo por causa do tamanho reduzido assumido pelas partículas de petróleo. Além disso, a grande quantidade de vazamentos no Golfo do México pode ter feito com que a vida microbiana no fundo do oceano se adaptasse, acelerando a degradação dos hidrocarbonetos. O pesquisador explicou que mais estudos terão que ser realizados para que resultados conclusivos sobre a principal causa da aceleração sejam divulgados. Apesar disso, os pesquisadores já contam bom uma boa notícia.
Uma das maiores preocupações sobre a degradação de petróleo por meio de micróbios na mancha é que o processo natural poderia consumir grandes quantidades de oxigênio, criando as chamadas "zonas-mortas" na água, onde os organismos que precisam de oxigênio não consegue se estabelecer. No entanto, os pesquisadores da Universidade de Berkley descobriram que a concentração de oxigênio fora da mancha era de 67% — frente aos 59% dentro da mancha. A baixa concentração de ferro na água do mar pode ter impedido que a concentração de oxigênio diminuísse muito, uma vez que várias enzimas responsáveis pela degradação do petróleo possuem ferro como componente. "Como não existe muito ferro disponível para formar essas enzimas, a degradação do carbono é mais lenta e o consumo de oxigênio menor", concluiu Hazen.
Tags: bactéria, golfo do méxico, mancha de petróleo.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Malassombramentos do Recife
Livro releva os Malassombramentos do Recife
Durante a viagem de ônibus, uma passageira idosa desaparece no ar. Moradores do bairro se escondem de uma criatura peluda que corre pelas vielas escuras. O espectro de uma bailarina surge dançando no palco do antigo teatro numa noite sem espetáculo. Nas ruas do Centro, um rapaz é perseguido por um zumbi vestido como um velho boêmio. ? Você acredita que cenas assim, improváveis, apavorantes, estão nas páginas de um livro? Pois Acredite! Quem tiver coragem de ler vai encontrar essas e outras histórias medonhas em Malassobramentos: Os Arquivos Secretos d’O Recife Assombrado.O livro será lançado neste domingo, dia 29 de agosto, 8º Festival Recifense de Literatura. Vai ser no stand das Edições Edições Bagaço montado na Praça do Arsenal, Bairro do Recife, a partir da três da tarde.
São quatorze histórias baseadas em lendas e casos de assombração típicos da capital pernambucana. As narrativas, cheias de mistério e suspense, foram escritas para provocar calafrios nos leitores, embora algumas tragam uma pitada de humor. Das páginas surgem personagens medonhos como fantasmas e almas-penadas, além de seres míticos bem conhecidos dos recifenses: o Lobisomem, o Papa-figo, a Emparedada da Rua Nova, a Perna Cabeluda e a Comadre Fulozinha. A leitura vai agradar (e apavorar) todos os que sentem atração pela literatura fantástica. Para muita gente, Malassombramentos... é a chance de descobrir que nas trevas da imaginação não existem só vampiros: monstros e assombrações ainda mais terríveis podem estar muito mais perto do que se imagina!
Os capítulos são acompanhados de textos curtos que explicam a origem dos personagens medonhos retratados nos contos. Esses verbetes são um resumo de uma ampla pesquisa feita para o site O Recife Assombrado, que estreou na internet em 2000 com o objetivo de resgatar e preservar o imaginário da cidade secular. O projeto revelou segredos sobrenaturais que persistem o Recife contemporâneo, feito de prédios altos e amplas avenidas.
A publicação de 146 páginas foi editada por este que vos escreve. Dividi a produção dos textos com os também jornalistas Jaqueline Couto e Geraldo de Fraga - dois apaixanodos por histórias de horror que, para o livro, criaram enredos baseados em ocorrências suspostamente verdadeiras. Ainda colaboraram muito o maestro, professor de História da Música e pesquisador Sérgio Barza, e o músico e DJ André Balaio. Os desenhos em preto e branco que ilustram os capítulos são do artista plástico Fábio Rafael, que se destaca no cenário da arte contemporânea pernambucana por suas obras sombrias, compostas com cores escuras.
Bom, o convite está feito! Apareça lá, pois eu e as outras pessoas que fazem parte dessa estranha empreitada teremos o maior prazer de autografar os livros e conversar sobre esse assunto estranho...os malassombramentos do Recife.
Roberto Beltrão
Serviço
Lançamento: Malassombramentos: Os Arquivos Secretos d’O Recife Assombrado
Onde: Stand das Edições Bagaço no Festival Recifense de Literatura– Praça do Arsenal, Bairro do Recife- Quando: Domingo, 29 de agosto de 2010 – a partir das 15h
terça-feira, 24 de agosto de 2010
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notícias rápidas
RÉPLICA DA ARCA DE NOÉ
Homem Constroi a Arca de Noé (na dimensão exata que consta na Bíblia)
Réplica da Arca de Noé Inaugurado em Schagen, Países Baixos.
A grande porta central do lado da Arca de Noé foi aberta para a primeiro grupo de curiosos de gente da cidade apreciar a maravilha. Claro, é apenas uma réplica da arca bíblica, construído pelo criacionista holandês Johan Huibers como um testemunho da sua fé na verdade literal da Bíblia.A Arca tem 150 côvados de comprimento, 30 côvados de altura e 20 côvados largura. Ou seja, dois terços do comprimento de um campo de futebol e tão alta como uma história de três casas. Modelos de tamanho natural de girafas, elefantes, leões, crocodilos, zebras, bisontes e outros animais saudam os visitantes à medida em que eles vão chegando.
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